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Monthly Archives: abril 2011

Pai Nosso que está no céu, santificado é  o seu nome.

Venha a nós o seu reino;seja feita a sua vontade na terra e no céu.

O pão nosso de cada dia nos dê  hoje.

Perdoe  as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.

Não nos deixe cair em tentação.

E nos livre do Mal.

Amém! 

( P.S.:  Pai nosso que está no céu; livrai-nos do guitarrista do Oficina G3…

Também! )

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VIOLÃO PARA TOCAR SENTADO NO TRONO DO W.C.

Muitos discordarão, mas a referida empresa – amparada por leis que proibiam a importação de produtos considerados supérfluos pelos governos militares – durante mais de duas décadas praticamente  monopolizou o mercado de instrumentos e equipamentos destinados aos brasileiros. Produzindo imitações medíocres e mercadorias  verdadeiramente vagabundas: de encordoamentos com “ball end” de plástico ( que estouravam ao primeiro bend de meio tom ), a amplificadores valvulados que , de tão ruins, obrigavam os músicos a utilizá-los de cabeça para baixo, pois em posição normal as válvulas se desprendiam dos soquetes.

Pior:  sempre fez por merecer a denominação  CARCAMANO. Vendia porcaria a peso de ouro, mais caros que importados de primeira qualidade, verdadeiro assalto aos consumidores. Infelizmente ainda não faliu.  E  muitos trouxas, possivelmente movidos pela nostalgia , ainda reverenciam  bagulheira como os Tremendões, Valiantes, as Supersonics, Diamonds, Craviolas e Folks feitos de laminados tipo Eucatex e Duratex; com acabamento sintético. Em madeira maciça só a cara- de-pau de peroba dos proprietários.

Titio Artrite recomenda aos mais jovens que  jamais toquem  em algo dessa marca: SUAS MÃOS IRÃO FEDER!  

POR FORA BELA VIOLA

Dizem que todo guitarrista deveria possuir três guitarras: uma Les Paul Standard, uma Fender Strato e uma Fender Tele. Tenho mais de quarenta.

Entretanto,  depois de muitos anos, muitas experiências tristes e muita grana queimada, posso afirmar que guitarra é como mulher: A GENTE SÓ É FELIZ  DE VERDADE COM UMA…

E aquela mais magrinha, apagada, que não desperta grande atenção, é sempre a melhor. A mais amada!

 No meu caso, para ser feliz, basta uma Fender Strato das mais baratas ( como aquelas  americo-chicanas da série California produzidas no final dos anos 90 ). Não necessito das  “Relic”, aquelas clones das fabricadas nas décadas de 50 e 60, do século passado, maquiadas como se fossem peças de antiquário;  com ares de muitos anos de estrada. 

 Coisa bem ao gosto de  idiotas que pagam R$ 1.000,00, ou mais,  por umas calça  jeans de grife  rasgada e desbotada. Ora, não se precisa de um jeans de mais R$ 100,00  para se sentir e se apresentar bem vestido.  Lembrando que qualquer “silvio-santos” (camelô), nas bancas na 25 de Março,  tem as “de marca” por R$ 25,00… rs.  E não falta quem  se exiba desfilando por aí com gato por lebre.  A noite são todos pardos.

A moda hoje, no mundo das guitarristas, são as “relics custom shop”, de  R$ 12.000,00… R$14.000,00…R$ 25.000,00 ; até muito mais. E no mercado de guitarras, também, o que não falta é gata vendida como lebre.

Aliás, falsificação de guitarras é coisa já antiga. Invenção de Japonês, aperfeiçoada pelos demais tigres asiáticos. Para eles que falsificam Ferraris, a falsificação de instrumentos é tão fácil como a falsificação de pastéis. Coitados dos nossos gatos e cachorros!

Quem vive para  colecionar instrumentos  –   para eles que as  grandes indústrias destinam tais “custom shop”, de regra sem nenhuma necessidade de ordem prática, é o típico frustrado-compulsivo que busca recuperar  a paixão musical perdida ou jamais encontrada.

Coleção de guitarras caras é hobby de endinheirados que não tocam porra nenhuma. A cada nova “belezoca” um único orgasmo na data da compra. Depois ele vai alisar, alisar… E nada!  

 Ora,  assim como uma roupa deve ser confeccionada com bom pano corretamente cortado e  costurado com boa linha; uma guitarra deve  ser  construída com uma boa madeira e bons componentes.  Para os fins a que são destinados pouca diferença faz serem totalmente feitas a mão ou por máquinas.  O tempo e uso constante  fará da roupa, por melhor que seja, um trapo velho. Uma  boa guitarra padrão, desde que  conservada com um mínimo de carinho, com o passar dos anos ficará   musical e aparentemente  mais bela. Ainda assim será sempre um pedaço de pau com cordas engenhosamente construído.  A “alma” porventura adquirida se deverá pura e simplesmente à natural acomodação, decorrente do uso, dos materiais: madeira, metal e plásticos.  Guitarra não é vinho; se não for tocada não amadurece. E para quem gosta de comparar guitarras às mulheres, vale as regras da experiência: não precisa vir lacrada, mas não deve ter rodado de mão em mão.

São Hendrix, prá que se pagar uma fortuna por algo “novinho em folha”  maquiado por marcas de quedas e  falsos desgastes?  

Simples, apenas para alimentar o fetiche de guitarristas tão falsos quanto as  falsas “relíquias” com certificado de autenticidade.  

Mas para quem quiser uma guitarrinha honesta, com ares “vintage”, segue uma  receita caseira. Barata e fácil de fazer como pipoca:      
 
Compra uma Fender Chicana ou Japa, modelo anos 50 ou 60, novinha, deixando comigo três meses aqui no litoral. No litoral qualquer coisa fica com ares “vintage” muito rapidamente. Mas primeiro dou uns tombos na coitada: assim fica com cicatrizes de verdade… Desmontada  para não afetar o braço.  Basta acomodar o corpo do instrumento junto ao seu como se  o estivesse tocando, soltando a correia para que ela “normalmente” beije o chão…Batidas à gosto do freguês.

Depois uma Jam com alguns amigos fumantes, para que eles descansem seus cigarros na Head (ficará queimada como a do Clapton, do Hendrix, etc.).  Em seguida  um banho de álcool isopropílico para retirar o brilho do acabamento e, finalizando, meta-lhe a tal esponja “scoth brite” ,  ou lixa de madeira bem fina,  na parte mais central do braço. 

Virará “relic” de fato e direito… rs…

Para as marcas de corrosão nas ferragens nada melhor que ácido de bateria automotiva.

Se gostar de algo mais quente retire o escudo e mande ver fluído de isqueiro (tem que ser Zippo como Hendrix usava), risque o fósforo e deixe queimar por alguns segundos.

Para amarelar as partes plásticas nada melhor que o Sun King…

Atenção: bronzeamento apenas no corpo com as partes plásticas para obter aquele amarelado legal.

O braço jamais! 

Ao estilo Jeff Beck bata com o fundo do corpo no chão e também a ponta da paleta.  

Os mais radicais poderão, ainda, surfar ou fazer a guita de skate.   

Para requintar: compra-se um case original Fender “Tweed (por R$ 350,00)…

O golpe de mestre  final: baixa-se na net aquela papelada da Fender, pedindo para um chegado que tenha uma daquelas HP que fabrica nota de R$ 100,00, para imprimir “a documentação”… rs.

Pronto: alguém poderá ser um feliz proprietário de uma excelente Fender original, vintage, “Relic” , “Hot Rod” ou “Road Worn”  (denominação da “relic” made in México).
 
Uma dica de especialista: GUITARRA AMERICANA “vintage” não tem estampa “MADE IN USA”…

Assim, é só passar a acetona ou o isopropílico no crafted in japan ou made in mexico…

Só não vale,  como muitos pilantras fazem, anunciar no Mercado Livre: vende-se uma Fender pré-CBS, 1965, número de série 171.

Cuidado com o DEIC.   

Boa sorte e bons timbres!
 
Na próxima aula  ensinaremos as diferenças entre “crafted in” e “made in” e  sobre os motivos que levaram grandes marcas como Fender e Gibson a criar e manter tais “atelieres  personalizados”.

Também falaremos os motivos de o Brasil nunca ter revelado ao mundo um grande gênio da guitarra,  mas adianto: somos filhos do milagre industrial da revolução…Geração Gianinni.

 Aff! Que bosta!

 

Este blog nasce com a intenção de abordar humoristicamente  o mundo dos guitarristas, sejam fudidões ou fudidos. É certo existirem milhares de blogues acerca de guitarras, guitarristas , equipamentos , luthiers e tudo mais que se refere ao instrumento que representava, anos atrás, uma cultura musical peculiar que expressava o estilo de vida de uns poucos  malucos sonhadores.  Atualmente, no Brasil,  há um guitarrista em cada esquina. E centenas de guitarras – especialmente  “orientais” –  para todos os tipos de gosto e bolso. Existem centenas de excelentes músicos tocadores de guitarra, mas nem sequer único herói da guitarra. Muita gente exibe conhecimento musical e tecnica exuberantes. Há professores de todos os estilos: Pop, Rock, Blues e Jazz. Entretanto, tal como os instrumentos, tudo parece ser feito em série. Tudo muito parecido; a gente nunca sabe a diferença. Bandas de guitarra virou coisa de Tiozão bebum. O “Metal” brasileiro está morto e sepultado como o Sepultura. Bluseiro brasileiro toca por partitura. O instrumental guitarrístico quando não é irritante é enfadonho ou as duas coisas. 

E os Titãs atualmente poderiam ser a banda de apoio do Roberto Carlos.  

O comércio de instrumentos é direcionado para dois grandes grupos de consumidores: as tribos do gospel ( que compra qualquer porcaria,  paga direitinho e não enche o saco dos comerciantes ) e os aficionados compradores de instrumentos “top de linha” , representados por profissionais endinheirados de diversas áreas e afortunados filhos de gente abastada.

Enfim, os guitarreiros brasileiros ( os verdadeiros criadores ) sucumbiram com o aparecimento das Guitar Player, Guitar Cover, tablaturas, vídeo-aulas e não sei mais o quê.

Surgindo os novos “guitar hero”  MADE IN BRASIL :  Júnior ( irmão da Sandy ) , Felipe Dylon e Chimbinha ( Banda Calypso).

Eta G3 Motherfucker!